Lembro-me muito bem do cheiro do quarto...um misto de bafio com perfume..foi lá que tatuámos aquilo que não queriamos dizer..na pele um do outro.
Lembro-me das luzes trémulas do horizonte...das àrvores dançantes na noite...através da janela...a cauda preênsil dos meus pensamentos. Os corpos imóveis no escuro...Arde tudo como pinhas, à luz do dia...precisará o Amor de se sentir sozinho na noite, como a última esperança de luz num mar de trevas, para se sentir vivo? Precisará ele desse sentimento heroico de passar a noite, para que a luz do dia não destrua o seu mistério? Ou levará apenas este tipo de amor, criádo no escuro, a lugares de sofrimento?! Não será o amor aqule que cria laços como trepadeiras ou vinhas selvagens em volta de um outro? Não seráo os laços responsáveis pela dor que fica ao perdermos uma pessoa? Essa dor não causa em nós raiva e sofrimento? Não leva portanto o amor muitas vezes ao ódio e ciúme? Evitar o amor, devemos, ou pelo menos um amor com laços, pois tudo o que prende custa a libertar ou infecta se o nó for apertado...
Esta é pelo menos a minha prespectiva no dia 11 de Junho de 2008..
Não é o laço do amor que nos prende e impede de cair?....já não sei o que dizer..
quarta-feira, 11 de Junho de 2008
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1 comentários:
The love song must be born into the realm of the irrational, absurd, the distracted, the melancholic, the obsessive, the insane for the love song is the noise of love itself and love is, of course, a form of madness. Whether it be the love of God, or romantic, erotic love - these are manifestations of our need to be torn away from the rational, to take leave of our senses, so to speak. Love songs come in many guises and are seemingly written for many reasons - as declarations or to wound - I have written songs for all of these reasons - but ultimately the love songs exist to fill, with language, the silence between ourselves and God, to decrease the distance between the temporal and the divine.
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