terça-feira, 25 de Março de 2008

Frederico

Foi no Outono que eu o matei........como uma trepadeira negra e retrocida, a irritabilidade pela sua existência cresceu em mim até então...lembro-me daqueles olhos negros, como dois botões de punho..a olharem-me o dia todo, dia após dia. noite após noite, o som.......aquele som mecânico da roda, ecoava na escuridão do meu quarto, luas foram passando na minhas janela, até que um dia de Outouno decidi, peguei nele pelo lombo, agarrrando uma farta porção de pele e pêlo, arremesseio com toda a força contra a parede branca..........ups ainda mexe o cabrão....nova tentativa, uma marca de sangue decorava agoara a perede.........o corpo imóvel jazia numa poça de plasma alimentada em catadupa pelos orificios nasais......chamva-se frederico e era um hamster.....enterrei-o no jardim....era Outono.

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